A formação do Oeste catarinense se dá a partir de duas
frentes de colonização. A área dos campos, ocupada a partir de 1838 por
paulistas e mineiros que implantaram as fazendas de criação de gado bovino, e a
região mais acidentada, ocupada a partir de 1917 por famílias descendentes de
alemães, italianos e poloneses, a maioria vinda do Rio Grande do Sul. Aos
nativos da região, caingangues e guaranis, restou a alternativa da resistência
ou da aliança com o colonizador. A exemplo de outras regiões ocorreram
massacres, dispersões, miscigenações e aldeamento da população nativa.
Com
a desativação da ferrovia e a implantação da Secretaria Geral dos Negócios do
Oeste e das agroindústrias, Chapecó acelerou o crescimento.
Além
dos caingangues e guaranis, está presente em todos os municípios a população
luso-brasileira, caboclos ou simplesmente brasileiros. População mestiça que
foi se desenvolvendo ao longo da ocupação dos campos, da construção da
ferrovia, da extração da erva-mate e da madeira e da atividade camponesa — sua
riqueza cultural. Já entre as culturas de influência europeia, destacamos a
austríaca de Treze Tílias; alemã presente em vários municípios como São Carlos,
Ipira, Mondaí e Itapiranga; a italiana hegemônica está em várias cidades, entre
elas Concórdia, Coronel Freitas, São Miguel do Oeste, Xanxerê e Videira. Não
menos importante é a cultura polonesa presente no município de Descanso, entre
outros.
Esta
diversidade cultural da região se deve em parte à política de colonização que
priorizou a organização das colônias de um mesmo grupo étnico e religioso.
Prática que estimulou casamentos interétnicos, preservando costumes, línguas,
sotaques e de certa forma preconceitos.
... seria arbitrário construir uma identidade
regional em meio a esta diversidade cultural. no entanto, a proximidade com a
cultura gaúcha nos dá certa identidade regional. Por outro lado, obstáculos
físicos, a serra e a distância que nos separam do litoral aos poucos estão
sendo superados, aumentando o sentimento de pertencimento a SC.
Artigo de Alceu Antonio
Werlang
Historiador e professor da Unochapecó
Historiador e professor da Unochapecó
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